sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

25 de Dezembro

Hoje acordei muito tarde. Acho que era mais de 13h quando o Carlinhos veio me acordar. Acho que foi porque eu acabei dormindo às 4:30h da manhã.

Nem tomei café, pulei direto pro almoço. Engoli a comida e fomos chamar o Victor pra mais uma partida de Warcraft. Tá, eles estão ficando melhores, mas eu continuo ganhando. Depois fui pra casa do Binho matar o tempo e fiquei lá jogando PS2/PSP.

Umas 19:30 eu fui pra tenda, ia ter festa de Hanukah. Cheguei uns 10 minutos atrasado graças ao Carlinhos que ficou insistindo pra eu não ir pra igreja. Ele até fez menção de ir comigo, mas desistiu.

Cara, como é bom poder ir pra Tenda de novo. Agora a igreja tava bem mais cheia, tanto de desconhecidos como dos meus antigos amigos. Quando entrei fiquei acenando pra um monte de gente e fui dar um abraço no Dieguinho. Incrível como praticamente todo mundo mudou. Ele tá mais alto, deve estar com uns 18-19 anos. E todo mundo me disse que eu estou exatamente igual.
O Apóstolo tava dirigindo o culto dessa vez. Eu fiquei um tempo olhando pra ele, me lembrando do Pr. Marcio que eu tinha deixado aqui há 3 anos atrás e voltei encontrando um Apóstolo. Eu fiquei pensando se talvez ele ainda se lembrava de mim. A festa de Hanukah começou com um toque de shofar e um "Hag Sameach" que eu não ouvia há anos. Fiquei bobo vendo como os ministérios amadureceram. O ministério de louvor tava excelente, várias músicas que eles mesmos haviam composto. A dança tava um show à parte.
Depois de relembrar os passinhos de Baruch Adonai e Mashiach, foi a hora da Palavra. E o Ap. Marcio continua tão bom como sempre com ela.
Depois de uma ministração incrível, e o agir de Deus no meio da igreja, fomos celebrar a festa. Eu até fui lá pra frente dancei com o pessoal, foi muito legal. E quando eu tava lá na frente aquela minha pergunta do começo foi respondida. O Ap. me viu e olhou com cara de espanto, depois deu um sorriso e eu retribuí. E num é que ele lembrou?

O culto terminou, fui falar com quem ainda não tinha falado e fui dar um abraço no Apóstolo. Ele perguntou porque eu tinha sumido, se eu estava bem e talz. Pedi desculpas a ele por ter saído daqui do jeito que eu saí e disse que enquanto eu estivesse perto, ele poderia contar comigo. Afinal, uma vez discipulo, sempre discipulo. Fiquei feliz de conversar um pouco com ele.
O Pr. Fabrício já me alistou pro Fruto Fiel do dia 09 de Janeiro, e eu já tenho até alvo de discípulos pra levar. Afinal, uma vez 12, sempre 12.
Conversei mais um pouco com o Dieguinho no fim do culto e vim pra casa. E agora, é hora de dar tchau. Preciso dormir porque amanhã vou cedo pra casa do Bap, rever outros amigos que também tô com muitas saudades.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

24 de Dezembro

Tive uma noite de sono excelente pra compensar a anterior mas acordei no susto às 8:30h da madrugada com meu tio Ricardo na porta do quarto. Não o via há muito tempo e ele tá meio acabado, velho, sei lá. A gente conversou um pouco daquela conversa de gente que não se vê há muito tempo e tal.

Meu dia hoje foi tranquilo. Depois de dar uma ultima limpada na piscina, a família do Nelson chegou. O Nelson, Branca, Nádia, Lene e a filhinha dela, a Júlia. Tava com saudades, principalmente da Nádia. A gente conversou (e mais uma vez contei minha vida em Manaus...) e depois do almoço fomos dar uma volta na Figueira.

De tarde eu fui dar uma de doido. As meninas foram descolorir os pêlos da perna e fui inventar de passar a parada na barba.

Depois de 2h torrando no sol com "blondor" na cara, sim, minha barba está loira (vide foto). Tomei um banho de piscina e fui pra casa do Carlos pra mais uma sessão de Warcraft 3. Desnecessário dizer o resultado.

E fiquei esperando o tal do Natal. Pra mim o Natal é uma data meio sem propósito. Você passa o ano todo esperando por ele, no dia faz comida suficiente para uma semana, coloca uma roupa nova, então come, tira a roupa nova, e dorme. Ô.ô

E eu comi. Tinha várias comidas diferentes que a Lene gosta de fazer, mas eu preferi nem arriscar e fiquei só na bacalhoada. Meia noite eu estava jogando PSP sentado na calçada. Eu tinha esquecido que hoje era Natal e só fui dar feliz natal pro pessoal aqui de casa meia noite e meia.

Agora são 02:27 e eu tô começando a ficar com sono. Acho que vou só esperar o Naruto 141 terminar o download, assistir e dormir. Ou seja, daqui pras 4h eu durmo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

23 de Dezembro

Aquele açaí de ontem me fez passar um mal danado de madrugada. Acordei no meio da noite sentindo um negócio no estômago, fui pra sala, abri a janela, e fiquei deitado no sofá pensando na vida. Depois de duas horas nessa pensação toda, me senti seguro pra voltar a dormir sem correr o risco de acordar vomitando açaí, como uma fatídica vez quando eu tinha uns 14 anos....

Eu acordei às 10h, com o telefone tocando milhares de vezes. Tomei café e minha vó me pediu pra lavar a piscina e deixar pronta pro dia 24. Bem, de volta aos antigos afazeres.

É incrível como mesmo no sol de quase meio-dia eu quase não suava. Acho que meu corpo se acostumou ao calor sobrehumano de Manaus.

De tarde, mais uma sessão de Warcraft 3 na casa do Carlos. Incrível como ele não cansa de perder.

E então, chegou a hora que eu mais esperei desde que eu cheguei: ir pra Tenda.

Tomei banho, coloquei uma roupa legal e fui pra igreja. Parei na porta da Tenda e fiquei olhando lá pra dentro, milhares de pensamentos fazendo bagunça na minha cabeça ao mesmo tempo. Eu lembrava dos rostos e de algumas coisas que aconteceram ali e foram importantes pra mim. Entrei. Tinha pouca gente lá e algumas acenaram pra mim, se lembrando do "garoto que era o tecladista". Tenho certeza que muitos deles não lembravam meu nome.
Sentei na primeira cadeira da 8 fila mais perto da porta. Eu sempre sentava ali e eu lembrei disso. Comecei a orar, na verdade, mais pra espantar meu desconforto por estar ali sozinho, esperando a reação das pessoas que me conheciam, sei lá.
Um amigo, que agora estava com o cabelo bem diferente, o André, me reconheceu e começou a bater papo comigo e mais uma vez comecei minha narrativa em resposta à pergunta: "E aí, como que é lá em Manaus?". O tempo passou e eu nem vi. O pessoal começou a chegar e ja tinha uma boa quantidade de pessoas, mas era muito pouco pro que eu estava acostumado. Aí o Fabrício chegou. Ele tava igual. Eu fiquei ansioso pra ir lá dar um abraço nele, afinal foram 3 anos fora de casa.

Cheguei lá no pé do altar e ele se espantou quando me viu. Desceu do altar e me deu um abraço, perguntou como eu tava, mas ele tava com um pouco de pressa porque o Apóstolo tinha ido ministrar na igreja da São João e ele ia dirigir o culto que já estava meio atrasado. Voltei pro meu lugar e assisti o culto que era tão familiar. Foi uma palavra ótima (claro, meu líder né). O culto terminou e mais algumas pessoas vieram falar comigo.

Aí o Fabricio veio me cumprimentar e me chamou pra ir comer alguma coisa, conversar e tal. Falamos sobre Manaus (mais uma vez), sobre a Visão, células, enfim, aquilo que eu fico falando tanto que as pessoas acham que eu só penso nisso. Nessa conversa eu me lembrei de onde eu herdei essa linguagem.

Foi muito bom ver meu líder de novo. E foi melhor ainda ver que ele ainda me conta entre os 12 dele. Eu sinto que no fim das contas é isso que vai acontecer mesmo. E fico feliz com isso.
Eu sei que Deus tem um propósito que envolve o Fabrício, o Joel e eu. Não sei como Deus vai fazer, mas sei que eles são muito importantes pra mim e contribuiram muito, em partes iguais, pra que eu seja o que sou hoje.

E hoje eu termino o dia com o minha cabeça mais dividida. Manaus... Rio.... e aí Deus, o que vai ser?

Vou dormir....

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

22 de Dezembro

Eu acordei com a minha avó batendo na porta. Foi fácil dormir, até porque eu estava exausto do vôo interminável de quase 5h.

Tomei café e fiquei um tempo no msn. Chamei o Gutto pra me levar num lugar legal pra cortar o cabelo. A gente foi andando e conversando. Eu tinha um monte de perguntas pra fazer, sobre como meus outros amigos estavam, como estava a Tenda, meu Paistor Fabrício. Eu fiquei ansioso pra encontrar todo mundo que eu tinha deixado lá da igreja no culto de quarta. Cortei o cabelo e voltei pra casa. O Gutto almoçou comigo e foi embora. Eu, dormi de novo.

Acordei quase de noite e fui pra casa do Carlos jogar Warcraft de novo. Nós jogamos até umas 11:00 da noite (e eu ganhei, claro). O Fillipe apareceu e todos fomos até a Figueira lanchar na Tia Eva. É incrível como a gente junto tem capacidade de ficar falando merda. Acho que isso era uma das coisas que eu mais sentia falta. Depois de comer, fui tomar um Açaí daqueles que a gente não encontra em Manaus: 50% xarope de guaraná, 40% de balas e coberturas e recheios afins, e 10% de açaí.

Voltamos pra casa e eu fiz algo que sentia muitas saudades: ficar jogando conversa fora na calçada de casa com meus amigos. O PH apareceu e ele continua com o mesmo jeito de.... de... sei lá como descrever o PH. Ele continua estranho.

Ficamos até bem tarde na rua e entrei pra dormir. Passei um tempo tentando fazer a internet funcionar até que eu desisti e fui dormir.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

21 de Dezembro

Cheguei às 09:53. O vôo atrasou 40 minutos devido ao tráfego aéreo intenso na região do aeroporto e o avião teve que ficar dando voltas lá em Barra do Piraí.
A viagem foi supertranquila, eu dormi grande parte dela, talvez pra conter a minha ansiedade. Eu estava com frio na barriga e um sorriso que eu não consegui conter estampado no rosto quando estava na fila pra sair do avião. Eu estava doido pra ver o Rio de novo. Saí daqui esperando pelo dia que fosse voltar. E senti que, assim como o Cristo, ele estava de braços abertos pra mim. E eu sorria como se eu estivesse chegando na Disney aos 5 anos de idade.

Cara, é uma sensação indescritível estar aqui de novo. Desci do avião, peguei minha mala, respirei fundo e passei pela porta pro saguão do Galeão. Meu pai e a Sueli estavam lá. Eu fui pra casa deslumbrado, olhando cada placa, cada táxi amarelo, cada detalhe que eu reparava todo dia e que agora saltava na minha mente. Acho que se eu estivesse olhando pra mim eu ia rir.

Cheguei em casa e minha avó estava esperando no portão. Dei um abraço nela, na Célia, no Marquinhos que estava sentado naquela mesma cadeira na entrada de casa, e no meu avô.
Tudo continuava praticamente do mesmo jeito que eu deixei. Eu andei pela casa, meio que pra conferir se tinha mudado alguma coisa, mas continuava 90% igual. E era tudo muito familiar. Eu me senti em casa.

Em menos de 5 minutos meus amigos estavam lá na sala. Nossa, o Carlinhos tá muito engraçado. Eu me recusava a acreditar na foto dele no msn, talvez um photoshop bem feito. Mas ele emagreceu mesmo, e ficou forte. E cresceu! Agora eu sou o menor da turma. O Victor apareceu, mas a gente se falou tanto nesse tempo que eu estive em Manaus que eu tinha a impressão que eu tinha visto ele ontem. O Gutto tava mais gordo, e o Claudinho, mais emo.
Almocei uma bacalhoada que eu esperei por 3 anos. Que saudades da comida da minha avó.
Contei e recontei minha vida em Manaus pra um monte de gente.

A noite eu fui pra casa do Carlinhos, a gente montou uma LAN, ele, o Victor e eu, e fomos jogar Warcraft. Eu ganhei, claro.

E eu dormi feito uma pedra.