Eu acordei às 10h, com o telefone tocando milhares de vezes. Tomei café e minha vó me pediu pra lavar a piscina e deixar pronta pro dia 24. Bem, de volta aos antigos afazeres.
É incrível como mesmo no sol de quase meio-dia eu quase não suava. Acho que meu corpo se acostumou ao calor sobrehumano de Manaus.
De tarde, mais uma sessão de Warcraft 3 na casa do Carlos. Incrível como ele não cansa de perder.
E então, chegou a hora que eu mais esperei desde que eu cheguei: ir pra Tenda.
Tomei banho, coloquei uma roupa legal e fui pra igreja. Parei na porta da Tenda e fiquei olhando lá pra dentro, milhares de pensamentos fazendo bagunça na minha cabeça ao mesmo tempo. Eu lembrava dos rostos e de algumas coisas que aconteceram ali e foram importantes pra mim. Entrei. Tinha pouca gente lá e algumas acenaram pra mim, se lembrando do "garoto que era o tecladista". Tenho certeza que muitos deles não lembravam meu nome.
Sentei na primeira cadeira da 8 fila mais perto da porta. Eu sempre sentava ali e eu lembrei disso. Comecei a orar, na verdade, mais pra espantar meu desconforto por estar ali sozinho, esperando a reação das pessoas que me conheciam, sei lá.
Um amigo, que agora estava com o cabelo bem diferente, o André, me reconheceu e começou a bater papo comigo e mais uma vez comecei minha narrativa em resposta à pergunta: "E aí, como que é lá em Manaus?". O tempo passou e eu nem vi. O pessoal começou a chegar e ja tinha uma boa quantidade de pessoas, mas era muito pouco pro que eu estava acostumado. Aí o Fabrício chegou. Ele tava igual. Eu fiquei ansioso pra ir lá dar um abraço nele, afinal foram 3 anos fora de casa.
Cheguei lá no pé do altar e ele se espantou quando me viu. Desceu do altar e me deu um abraço, perguntou como eu tava, mas ele tava com um pouco de pressa porque o Apóstolo tinha ido ministrar na igreja da São João e ele ia dirigir o culto que já estava meio atrasado. Voltei pro meu lugar e assisti o culto que era tão familiar. Foi uma palavra ótima (claro, meu líder né). O culto terminou e mais algumas pessoas vieram falar comigo.
Aí o Fabricio veio me cumprimentar e me chamou pra ir comer alguma coisa, conversar e tal. Falamos sobre Manaus (mais uma vez), sobre a Visão, células, enfim, aquilo que eu fico falando tanto que as pessoas acham que eu só penso nisso. Nessa conversa eu me lembrei de onde eu herdei essa linguagem.
Foi muito bom ver meu líder de novo. E foi melhor ainda ver que ele ainda me conta entre os 12 dele. Eu sinto que no fim das contas é isso que vai acontecer mesmo. E fico feliz com isso.
Eu sei que Deus tem um propósito que envolve o Fabrício, o Joel e eu. Não sei como Deus vai fazer, mas sei que eles são muito importantes pra mim e contribuiram muito, em partes iguais, pra que eu seja o que sou hoje.
E hoje eu termino o dia com o minha cabeça mais dividida. Manaus... Rio.... e aí Deus, o que vai ser?
Vou dormir....
